Moçambique no CAN Sub-17 2026 passou por uma campanha de qualificação iniciada em Harare, no Zimbabwe, em setembro de 2025, onde os Mambinhas terminaram no primeiro lugar do Grupo A da fase zonal da COSAFA e garantiram posteriormente a vaga continental ao vencer as Comores por 3-0 no jogo de atribuição do terceiro lugar. A Infromoz informa, com base nos dados oficiais da COSAFA e da Confederação Africana de Futebol, que Joaquim Mubai marcou o primeiro golo da partida decisiva e Marcos Lázaro fez dois, resultado que confirmou o regresso de Moçambique à principal competição africana da categoria.
A campanha não terminou com a qualificação continental. No CAN Sub-17 disputado em Marrocos entre 13 de maio e 2 de junho de 2026, Moçambique avançou até ao play-off africano de acesso ao Mundial e, em 23 de maio, derrotou a Etiópia por 5-4 nas grandes penalidades depois de um empate por 1-1. Foi a primeira qualificação de uma seleção moçambicana para um Campeonato do Mundo de futebol de onze, de acordo com a Federação Moçambicana de Futebol.
Como Moçambique fez a qualificação para o CAN Sub-17 2026
A fase de qualificação da zona COSAFA realizou-se em Harare, entre 11 e 20 de setembro de 2025. Moçambique foi colocado no Grupo A com Zimbabwe, Comores e Eswatini. O formato previa a passagem dos vencedores dos três grupos às meias-finais, juntamente com o melhor segundo classificado.
Os Mambinhas abriram a prova diante do anfitrião Zimbabwe e venceram por 1-0. Chauson Nhabanga marcou o único golo da partida, permitindo à equipa orientada por Luís Guerreiro começar a competição com três pontos.
Na segunda jornada, Moçambique e Comores empataram 0-0. As duas seleções chegaram assim à última ronda com quatro pontos cada e com a qualificação ainda por decidir.
A decisão do Grupo A surgiu diante do Eswatini. Moçambique venceu por 4-0, com Chauson Nhabanga a abrir o marcador aos 60 minutos. Kristff Machava marcou depois, enquanto Marcos Lázaro assinou dois golos na fase final do encontro, segundo o registo oficial da COSAFA.
O resultado deixou Moçambique no primeiro lugar do grupo, com sete pontos e uma diferença de golos de +5. As Comores terminaram também com sete pontos, mas com saldo de +4, ficando no segundo lugar.
A campanha da fase de grupos ficou assim:
- Zimbabwe 0-1 Moçambique;
- Moçambique 0-0 Comores;
- Eswatini 0-4 Moçambique;
- sete pontos conquistados em três jornadas;
- primeiro lugar do Grupo A;
- cinco golos marcados e nenhum sofrido.
Angola travou os Mambinhas na meia-final
O primeiro lugar levou Moçambique à meia-final contra Angola, vencedora do Grupo C. O dérbi lusófono foi decidido cedo: Eliseu Francisco marcou aos dez minutos e Angola venceu por 1-0 no Ngoni Mwos Stadium.
A derrota teve uma consequência direta no caminho para o CAN. Angola assegurou imediatamente uma das vagas da COSAFA, enquanto Moçambique ficou obrigado a disputar o terceiro lugar contra as Comores. A região tinha três lugares disponíveis para o torneio continental.
O jogo decisivo foi disputado em 20 de setembro. Joaquim Mubai colocou Moçambique em vantagem aos 38 minutos. Na segunda parte, Marcos Lázaro marcou aos 57 e 75 minutos e fechou a vitória por 3-0.
“Mozambique booked their place at Morocco 2026 by winning the third-place play-off”, registou a CAF na apresentação oficial da seleção antes do CAN. (CAF, perfil oficial de Moçambique, 9 de maio de 2026.)
A vitória valeu a medalha de bronze e, sobretudo, a qualificação para o CAN Sub-17 de 2026. A África do Sul venceu posteriormente Angola por 2-1 na final e conquistou o título regional.

Marcos Lázaro terminou como principal marcador de Moçambique
Entre os jogadores ofensivos, Marcos Lázaro teve impacto direto na campanha. Terminou o torneio regional com quatro golos: dois diante do Eswatini e outros dois contra as Comores no encontro que decidiu a qualificação. Apenas Pedro António, de Angola, Thandanani Mhlongo, da África do Sul, e alguns dos principais marcadores da prova terminaram acima ou próximos do seu registo na lista geral.
A CAF colocou Lázaro entre os jogadores de Moçambique a acompanhar no CAN, descrevendo-o como avançado e destacando precisamente os dois golos no play-off contra as Comores.
Chauson Nhabanga também surgiu no relatório oficial da CAF entre os nomes em destaque. O médio marcou diante do Zimbabwe e voltou a abrir o caminho para a goleada contra o Eswatini. A entidade continental identificou-o como uma peça de criação e ligação no meio-campo moçambicano.
Kristff Machava completou o trio indicado pela CAF antes do torneio continental. O atacante marcou na goleada ao Eswatini e foi apresentado pela confederação como uma alternativa capaz de acrescentar profundidade à linha ofensiva.
Allan de Figueiredo e Pires Viera entraram no XI ideal da COSAFA
A qualificação não produziu apenas destaques ofensivos. A Federação Moçambicana de Futebol informou que dois jogadores nacionais foram selecionados para o XI ideal da competição regional: o médio Allan Figueiredo e o defesa Pires Vera — identificado posteriormente nas fichas do CAN como Pires Viera.
Moçambique recebeu ainda o prémio Fair Play do torneio. A distinção aparece tanto no balanço da FMF como na documentação publicada pela COSAFA e pela CAF após a qualificação.
Os principais nomes documentados durante esse percurso foram:
- Marcos Lázaro — quatro golos na qualificação da COSAFA, incluindo dois no jogo que valeu a vaga no CAN;
- Chauson Nhabanga — marcou contra Zimbabwe e Eswatini e foi apontado pela CAF entre os jogadores a seguir;
- Kristff Machava — marcou frente ao Eswatini e entrou na lista de destaques da CAF;
- Allan de Figueiredo — escolhido para o XI ideal da fase regional;
- Pires Viera — também incluído no XI ideal;
- Joaquim Mubai — marcou o primeiro golo no decisivo 3-0 sobre as Comores.
No CAN, Diego Pelembe assumiu protagonismo
A fase final em Marrocos mostrou outros nomes da geração. Moçambique começou o Grupo C com uma derrota por 3-0 diante da Tanzânia. Na segunda jornada, empatou 1-1 com o Mali, num encontro em que o capitão Diego Pelembe marcou aos cinco minutos. Segundo a FMF, foi o primeiro golo de Moçambique numa fase final do CAN Sub-17.
“O capitão Diego Pelembe […] assinou o primeiro golo de sempre de Moçambique numa fase final do CAN Sub-17.” (Federação Moçambicana de Futebol, 17 de maio de 2026.)
Na terceira jornada, os Mambinhas precisavam de vencer Angola para continuar na corrida pelo Mundial. Conseguiram-no por 2-1. Allan de Figueiredo abriu o marcador aos 21 minutos, Eliseu Francisco empatou aos 27 e Charif Carlos fez o golo decisivo aos 55, depois de uma jogada de António Nhampule Júnior. Diego Pelembe foi eleito Homem do Jogo.
Moçambique terminou essa fase com quatro pontos e avançou para o play-off de acesso ao Mundial.
Da qualificação para o CAN ao primeiro Mundial de futebol de onze
O play-off contra a Etiópia, em 23 de maio de 2026, completou o percurso iniciado oito meses antes em Harare. A Etiópia marcou primeiro, através de Amir Muzemil aos 16 minutos. Diego Pelembe empatou aos 56. Depois do 1-1 no tempo regulamentar, a decisão foi para as grandes penalidades.
O guarda-redes João Jofrisse defendeu uma das cobranças etíopes e Charif Carlos converteu o penálti decisivo. Moçambique venceu por 5-4. Júlio Boas foi escolhido Homem do Jogo pela atuação no meio-campo.
“A Selecção Nacional de Futebol Sub-17 […] garantiu, pela primeira vez, a qualificação para um Campeonato do Mundo de futebol de 11.” (FMF, comunicado de 23 de maio de 2026.)
O apuramento para o CAN Sub-17 2026 acabou, portanto, por ser a primeira etapa de uma campanha que colocou a mesma geração no Mundial Sub-17.
Segundo a FMF, o Campeonato do Mundo realiza-se no Qatar de 19 de novembro a 13 de dezembro de 2026. Moçambique integra o Grupo B ao lado da Coreia do Sul, Equador e Nova Caledónia.
A sequência documentada da geração dos Mambinhas é objetiva: primeiro lugar no Grupo A da qualificação COSAFA, bronze regional, vaga no CAN, terceiro lugar no Grupo C da fase continental com acesso ao play-off e, finalmente, vitória sobre a Etiópia nas grandes penalidades. Marcos Lázaro, Chauson Nhabanga, Allan de Figueiredo, Pires Viera, Joaquim Mubai, Diego Pelembe, António Nhampule Júnior, Charif Carlos, João Jofrisse e Júlio Boas estão entre os nomes que apareceram diretamente nos momentos decisivos desse percurso.
Puedes leer sobre esto y otra información útil en nuestro sitio web. También te recomendamos leer: Como provar experiência profissional quando a antiga empresa fechou em Moçambique