Os países onde moçambicanos recebem visto à chegada em 2026 incluem destinos que permitem tratar a autorização de entrada no aeroporto, porto marítimo ou posto fronteiriço, sem exigir que o visto turístico seja emitido numa embaixada antes da viagem. As condições, porém, variam: há vistos gratuitos, cobranças em dólares, diferentes prazos de permanência e exigências específicas sobre validade do passaporte, alojamento e bilhete de saída, informa a redação do Infromoz.
A verificação feita para esta matéria confirmou mecanismos de visto à chegada aplicáveis a titulares de passaporte moçambicano nas Maldivas, no Nepal, em Timor-Leste e na Etiópia. Visto à chegada não significa entrada automática: a autorização é emitida somente depois de o viajante apresentar os documentos exigidos e ser considerado admissível pelo agente de imigração.
Maldivas: visto turístico gratuito por até 30 dias
As Maldivas concedem visto turístico à chegada a viajantes de todas as nacionalidades. Isso inclui cidadãos de Moçambique que viajem para férias e cumpram as condições de entrada estabelecidas pela imigração maldiva.
Não é necessário solicitar previamente um visto turístico nem pagar taxa pela autorização inicial. O Ministério dos Negócios Estrangeiros das Maldivas confirma que o visto é concedido no momento da chegada, depois da análise dos documentos pelo agente responsável. A permanência normalmente autorizada é de até 30 dias.
“Tourist visa is granted for all nationalities on arrival to the Maldives.”
(Ministério dos Negócios Estrangeiros das Maldivas, orientação oficial para visitantes estrangeiros.)
O passaporte deve ser legível por máquina e ter pelo menos um mês de validade a partir da entrada. Passaportes cuja validade tenha sido prolongada manualmente não são aceites para esse procedimento.
O viajante também precisa apresentar:
- bilhete confirmado de regresso ou de continuação da viagem;
- reserva pré-paga num hotel ou alojamento turístico registado;
- recursos financeiros suficientes, caso não apresente uma reserva totalmente paga;
- requisitos necessários para entrar no destino seguinte;
- certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, quando aplicável.
A Declaração do Viajante no portal IMUGA deve ser preenchida eletronicamente dentro das 96 horas anteriores ao voo. O formulário não substitui o visto e não tem custo. Trata-se de uma obrigação migratória separada, aplicada aos passageiros que entram ou saem do arquipélago.
Mesmo com bilhete, alojamento e declaração preenchida, a entrada só é concluída depois da decisão do agente de imigração.
Condições principais nas Maldivas:
- Taxa do visto turístico inicial: gratuita;
- permanência: até 30 dias;
- validade mínima do passaporte: um mês;
- emissão: na chegada;
- formulário antecipado: Traveller Declaration no IMUGA.

Nepal: vistos de 15, 30 ou 90 dias emitidos na entrada
O Nepal mantém um sistema de visto turístico à chegada nos principais pontos de entrada internacionais. Os cidadãos dos países impedidos de usar esse serviço aparecem numa lista oficial específica; Moçambique não consta entre as nacionalidades excluídas apresentadas pelo Departamento de Imigração nepalês.
O viajante moçambicano pode escolher a duração do visto turístico conforme o período da viagem. As modalidades disponibilizadas pela imigração são de 15, 30 ou 90 dias.
O processo começa normalmente num terminal eletrónico no aeroporto ou por meio do formulário disponível no portal oficial. Depois de preencher os dados, o viajante deve pagar a taxa correspondente e apresentar o comprovativo no balcão de imigração.
As taxas oficiais tradicionalmente aplicadas ao visto turístico são:
- 15 dias: 30 dólares;
- 30 dias: 50 dólares;
- 90 dias: 125 dólares.
O Departamento de Imigração permite selecionar a opção de 15, 30 ou 90 dias e preencher antecipadamente dados como nacionalidade, número do passaporte, finalidade da visita e endereço do alojamento no Nepal. O pedido pode ser iniciado no portal oficial de vistos do Nepal.
“Tourist Visa ‘On Arrival’ is the only entry visa to Nepal.”
(Departamento de Imigração do Nepal, informação oficial dirigida aos visitantes.)
É necessário viajar com passaporte válido e em bom estado. A imigração nepalesa exige que estrangeiros utilizem documentos genuínos e legíveis; passaportes manuscritos não são aceites.
Além do passaporte, é prudente ter disponível:
- comprovativo de alojamento;
- endereço completo no Nepal;
- bilhete de regresso ou continuação;
- meios para pagar a taxa do visto;
- fotografia recente, caso seja solicitada no ponto de entrada.
O visto turístico não autoriza trabalho remunerado. A contagem da permanência começa no dia em que o visitante entra no território nepalês.
Quem pretende fazer trekking em zonas restritas pode precisar de uma licença adicional, independentemente de possuir um visto turístico válido.
Timor-Leste: 30 dólares em numerário e permanência inicial de 30 dias
Timor-Leste permite que viajantes de várias nacionalidades obtenham visto à chegada, sobretudo quando entram pelo Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato ou pelo porto marítimo de Díli. Para titulares de passaporte moçambicano, o procedimento pode ser realizado na chegada, desde que sejam cumpridas as condições migratórias.
A taxa é de 30 dólares norte-americanos e deve ser paga em numerário. A Autoridade Aduaneira timorense recomenda levar o valor exato, porque o ponto de entrada pode não dispor de caixa automática, serviço de câmbio ou possibilidade de pagamento por cartão.
O visto turístico de entrada única permite normalmente uma permanência inicial de até 30 dias.
O passaporte precisa ter:
- validade mínima de seis meses na data de entrada;
- pelo menos uma página inteira sem carimbos;
- condições físicas adequadas para receber a vinheta ou carimbo migratório.
O viajante também deve preencher o cartão de chegada e estar preparado para demonstrar que a visita é genuinamente turística ou profissional. A imigração pode solicitar prova de alojamento, recursos financeiros e capacidade para deixar o país no fim da estadia.
“Pay $30 visa fee in cash.”
(Autoridade Aduaneira de Timor-Leste, instruções oficiais para obtenção do visto.)
A documentação essencial inclui bilhete de regresso ou de continuação. Quando o passageiro não apresenta um bilhete emitido, pode ser solicitado a provar que possui dinheiro suficiente para comprar a passagem de saída.
As orientações em português estão disponíveis na página oficial da Autoridade Aduaneira de Timor-Leste.
A entrada por fronteira terrestre exige atenção adicional. O procedimento pode depender do posto utilizado e, em determinadas situações, ser necessária uma autorização prévia. Quem chega por terra a partir da Indonésia deve confirmar diretamente as regras aplicáveis ao posto de Batugadé antes de viajar.
Resumo para Timor-Leste:
- taxa: 30 dólares em dinheiro;
- permanência inicial: até 30 dias;
- passaporte: mínimo de seis meses de validade;
- documento de saída: obrigatório;
- alojamento e recursos financeiros: podem ser verificados.
Etiópia: Moçambique consta do sistema de visto turístico à chegada
A Etiópia dispõe de um serviço oficial de visto turístico à chegada para nacionalidades incluídas na relação publicada pelo portal governamental de vistos. O serviço é distinto do eVisa: no eVisa, o pedido e o pagamento são concluídos pela internet antes da partida; no visto à chegada, a emissão é tratada no ponto de entrada autorizado.
Para viagens de turismo, o portal etíope exige passaporte válido por pelo menos seis meses a partir da data prevista de entrada. Também são usados dados de voo, local de alojamento, fotografia recente e cópia da página biográfica do passaporte.
A taxa oficial indicada para o visto turístico de entrada única com duração máxima de 30 dias é de 62 dólares. Existe ainda uma modalidade de até 90 dias, cuja taxa publicada é de 152 dólares.
O passageiro deve utilizar exclusivamente o portal oficial de vistos da Etiópia. O governo etíope alerta que vários sites privados imitam o serviço estatal e podem cobrar valores por pedidos que não são reconhecidos pelas autoridades.
O visto turístico não deve ser usado para trabalho, prestação de serviços, atividades jornalísticas, estudos ou negócios.
A imigração etíope mantém vistos próprios para jornalistas, investidores, estudantes, participantes em conferências, trabalhadores de organizações não governamentais e profissionais contratados por empresas. Viajar com um visto turístico para executar uma dessas atividades pode resultar em recusa de entrada ou problemas durante a permanência.
Documentos que o viajante deve levar organizados
Embora cada destino tenha regras próprias, os documentos pedidos no controlo migratório são semelhantes. O viajante deve conservar versões impressas e digitais, porque o acesso à internet no aeroporto pode ser limitado.
A pasta de viagem deve conter:
- Passaporte válido e com páginas livres;
- bilhete de ida e regresso ou continuação;
- reserva de hotel, pousada ou outro alojamento autorizado;
- comprovativo de recursos financeiros;
- fotografia tipo passe recente;
- certificado de vacinação contra a febre amarela, quando exigido;
- seguro de viagem, quando solicitado pela companhia aérea ou pelo destino;
- comprovativo de pagamento ou formulário migratório preenchido.
A vacina contra a febre amarela pode ser exigida conforme o país de origem, trânsito ou percurso realizado antes da entrada. Passageiros que façam escala prolongada num país classificado como área de risco devem verificar se essa passagem cria a obrigação de apresentar o certificado internacional.
Visto à chegada não é o mesmo que eVisa ou entrada sem visto
No visto à chegada, o passageiro apresenta-se num ponto de entrada e pede a autorização ao agente migratório. Pode haver formulário, fotografia, entrevista e pagamento no próprio aeroporto.
No eVisa, a autorização é solicitada pela internet antes do embarque. O viajante recebe um documento eletrónico ou uma aprovação vinculada ao passaporte. Mesmo quando o processo é totalmente digital, a companhia aérea pode exigir uma cópia impressa.
Na entrada sem visto, não existe pedido de visto nem pagamento de taxa migratória. Ainda assim, continuam a ser aplicadas as condições de admissão, como prazo máximo de permanência, validade do passaporte, bilhete de saída e prova de alojamento.
Essa diferença é relevante porque algumas plataformas de viagens classificam autorizações eletrónicas, permissões de visitante e vistos fronteiriços dentro da mesma categoria. Para evitar problemas no embarque, o passageiro deve conferir a designação usada pela autoridade migratória do destino.
As regras confirmadas para 2026 mostram quatro opções claras para titulares de passaporte moçambicano: visto gratuito à chegada nas Maldivas, três modalidades pagas no Nepal, visto de 30 dólares em Timor-Leste e visto turístico etíope com duração escolhida conforme a viagem. Antes de comprar o bilhete, a última verificação deve ser feita diretamente no portal migratório do país e junto da companhia aérea responsável pelo embarque.
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