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Quais alimentos causam mais frequentemente inchaço abdominal

Por que ocorre inchaço abdominal após as refeições

Por que ocorre inchaço abdominal após as refeições

A sensação de peso e inchaço abdominal é familiar para quase todos. Uma vez você come uma salada aparentemente saudável e, uma hora depois, já está sentado pensando: “Por que está tão desconfortável?”. Como observa a redação infromoz.com, o problema muitas vezes não está no estômago em si, mas no que colocamos no prato. Alguns alimentos têm maior tendência a provocar formação de gases, e nem sempre são os “culpados” óbvios. Às vezes, até pratos totalmente saudáveis podem causar desconforto perceptível.

Por que ocorre o inchaço abdominal

O inchaço não é apenas consequência de comer em excesso. Muitas vezes é resultado da ação das bactérias intestinais, que processam ativamente certas substâncias. Isso se aplica especialmente a alimentos ricos em fibras ou açúcares complexos. Para alguns é um benefício, para outros – um problema. Algumas pessoas lidam bem com o repolho, enquanto outras experimentam um verdadeiro “concerto” no abdômen.

Há também outros fatores. Por exemplo, o modo de preparo: o feijão cozido geralmente é mais fácil de digerir do que o frito com alho. Ou a quantidade – um pedaço de queijo não faz mal, mas um prato inteiro de macarrão com molho de queijo pode estragar a noite.

Causas comuns do inchaço

Leguminosas e inchaço

Feijões, ervilhas, lentilhas – esses alimentos são saudáveis, pois contêm proteínas e fibras. Mas, para ser sincero, são eles que mais frequentemente “estragam o ar”. A culpa é dos oligossacarídeos – açúcares complexos que nosso corpo não decompõe totalmente. As bactérias intestinais assumem a tarefa e produzem gases.

Na prática, é possível reduzir o desconforto se deixar o feijão de molho antes do preparo ou adicionar especiarias como cominho ou gengibre. E, claro, o tamanho da porção importa. Uma tigela de lentilhas no almoço – ótimo. Três pratos seguidos? O inchaço é quase inevitável.

Como deixar as leguminosas “mais leves”

  1. Deixar de molho durante a noite e enxaguar antes de cozinhar
  2. Cozinhar mais tempo em fogo baixo
  3. Adicionar especiarias (cominho, funcho, louro)
  4. Combinar com vegetais, não com carnes pesadas

Produtos lácteos

Leite, iogurte, queijo – todos são ricos em cálcio e proteínas. Mas, para muitas pessoas, os laticínios são um verdadeiro desafio. A razão é a intolerância à lactose. Em alguns é parcial, em outros – total. Em vez de benefícios, a pessoa sente inchaço, ruídos e até diarreia.

Não é necessário abandonar completamente. Há leite sem lactose, queijos duros que são mais fáceis de digerir e até preparações enzimáticas que ajudam na digestão da lactose. Na prática cotidiana, vi pacientes que, ao substituir o leite comum por vegetal (como o de amêndoas), sentiram grande alívio.

Vegetais com “reputação”

Brócolis, couve-flor, repolho – são os clássicos “formadores de gases”. São ricos em fibras e contêm compostos de enxofre. Como resultado, os gases têm um cheiro característico, o que incomoda ainda mais.

Mas há um detalhe. Se adicionar esses vegetais gradualmente, o organismo se adapta. Com o tempo, eles deixam de causar tanto desconforto. O principal é não comer meio repolho de uma vez, porque nem o estômago mais saudável aguenta.

Como comer repolho sem inchaço

Frutas e bagas

Maçãs, peras, uvas – parece que não podem fazer mal, certo? Mas justamente elas frequentemente provocam formação de gases. Tudo por causa da frutose e do sorbitol, que nem sempre são bem absorvidos.

Algumas pessoas reclamam que até algumas maçãs causam peso. Aqui não se trata de serem prejudiciais, mas da sensibilidade individual. Curiosamente, maçãs ou peras assadas são muito mais bem toleradas do que as frescas.

Produtos de panificação e cereais

Pão de trigo, doces, massas de farinha branca – tudo isso pode causar inchaço devido ao glúten ou ao excesso de fermento. E há também trigo sarraceno, cevada ou painço, que para alguns são leves, para outros – pesados.

Aliás, o pão integral muitas vezes causa ainda mais desconforto do que o comum, pois contém mais fibras. Portanto, tudo é individual. Para alguns, as opções sem glúten são mais fáceis, para outros – as clássicas.

Bebidas gaseificadas e doces

Refrigerantes, energéticos, até água mineral com gás – são um caminho direto para o inchaço. O dióxido de carbono entra no estômago e o corpo nem sempre consegue eliminá-lo rapidamente. O resultado é sensação de estufamento e até dor.

Os doces também não são a melhor escolha. Chicletes com sorbitol ou balas com adoçantes podem causar o mesmo efeito que as maçãs. Na minha prática, houve um paciente que reclamava de inchaço diário, e descobriu-se que ele simplesmente mascava chiclete sem açúcar o tempo todo.

Como reduzir o risco de inchaço

Mesmo que você goste de leguminosas ou laticínios, isso não significa que precisa abandoná-los para sempre. Há algumas regras simples que realmente ajudam.

Dicas práticas

  1. Comer devagar e mastigar bem
  2. Evitar beber muito refrigerante junto com a refeição
  3. Reduzir o tamanho das porções, mas comer com mais frequência
  4. Manter um diário alimentar e anotar o que causa desconforto
  5. Adicionar probióticos e alimentos fermentados (kefir, iogurte, vegetais fermentados)

O inchaço abdominal é um problema desagradável, mas bastante comum. Ele depende de muitos fatores: dos alimentos às características individuais do organismo. O importante não é apenas conhecer a lista de alimentos “de risco”, mas entender suas próprias reações. O que prejudica uma pessoa pode ser absolutamente normal para outra. Às vezes, basta mudar o modo de preparo ou o tamanho da porção para evitar o problema.

Convenhamos, é muito melhor desfrutar da comida sem desconforto desnecessário. E com um pouco de atenção à sua dieta – a vida se torna mais leve.

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